´Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele" Lévi Strauss

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

100 anos de história - Pajé Antony



Nesse mês de setembro, dia 22, Tcheramói (nosso pajé) completará  101 anos de vida, fé e luta!
Completamente lúcido, ele conversou comigo numa entrevista realizada em 28 de junho de 2012, onde fala de sua vida, do seu trabalho, dos seus desejos, e finaliza, nos comovendo, contando a história da origem de seu povo, em sua língua nativa.
Essa entrevista está aqui publicada  na íntegra e faz parte da segunda parte do Documentário Coração Guarani, produzido pelo jornalista Pepe Chaves - http://www.youtube.com/watch?v=qQ2gFSdaxPU&feature=youtu.be parte 2, publicado aqui mesmo no blog!

Vamos assistir?

Documentário parte 2/2 - Coração Guarani



TV FANZINE - Coração Guarani - Documentário Parte 2/2-FINAL
- Produção e direção: Pepe Chaves
- Reportagens e imagens: Sandra Batista e Wilner Forini
- Trilha sonora original: F.C. Perini, Daniela Starling, Adilson Rodrigues, Fernando Chaves, Thelma Rosa e Pepe Chaves.
- Colaboração: Marco Elísio Silva

PARTE 1:
http://www.youtube.com/watch?v=fgsSq61Zo78&list=UU3cqzBbo4t0mrnY8Yvt2dhQ&...

- Escrito por Pepe Chaves e Sandra Baptista, "Coração Guarani" é um documentário em vídeo dividido em duas partes, mostrando o modo de vida na Reserva Indígena Rio Silveiras, localizada no sopé da majestosa Serra do Mar, no litoral norte do Estado de São Paulo.

Com produção, roteiro e direção de Pepe Chaves, as reportagens e imagens em vídeo e fotografias que compõem este trabalho foram tomadas por Sandra Baptista e Wilner Forini, durante suas visitas à aldeia guarani.

A trilha sonora original inclui canções compostas e interpretadas por F.C. Perini, Daniela Starling, Fernando Chaves, Adilson Rodrigues, Pepe Chaves e Thelma Rosa, apresentando canções de diferenciados estilos que retratam temática indígena.

Além destes compositores, a trilha sonora inclui cânticos indígenas interpretados por corais de crianças e também adultos. Além disso, é feita uma mixagem em que um coral de curumins canta com acompanhamento de contrabaixo, guitarra e bateria.

"Um dos pontos bacanas desse trabalho é que ele não é puramente um documentário informativo, mas bastante musical e artístico. Foi um prazer dirigir e editar centenas de imagens maravilhosas desse povo que vive entre a montanha e o mar", afirmou o diretor e produtor Pepe Chaves.

- ASSISTA O TRAILER DESSA PRODUÇÃO:
http://www.youtube.com/watch?v=kbf7Jh5TbOo&feature=relmfu

- Para obter mais informações sobre esta produção, busque o canal da TV FANZINE em Via Fanzine.

- VISITE O CANAL DA TV FANZINE NO YOU TUBE
E ASSISTA OUTRAS PRODUÇÕES EXCLUSIVAS:

Nasce uma estrela....


Tcheramói e Naiá
Dia 22 de maio de 2012, quando dizem que o fim do mundo está para acontecer, nasce uma pequena estrela, linda, com aproximadamente 3.300 gr, 45 cm, e uma carinha de guerreira chamada Naiá!
Ela é linda! Nossa pequena afilhadinha, filha da Marinalva, é o membro mais novo dessa família indígena que nos acolheu com tanto carinho.
Todos estão apaixonados por essa fofura, de olhinhos puxados e cabelinhos bem negros, que veio ao mundo para fazer a diferença, trazendo amor, alegria e força!
É a força de um povo que tão corajosamente tem resistido às invasões, desde que Colombo chegou à América. É a força que nunca se acaba e que luta admiravelmente pela continuação de sua cultura.




quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Documentário Coração Guarani - parte 1/2


- Escrito por Pepe Chaves e Sandra Baptista, "Coração Guarani" é um documentário em vídeo dividido em duas partes, mostrando o modo de vida na Reserva Indígena Rio Silveiras, localizada no sopé da majestosa Serra do Mar, no litoral norte do Estado de São Paulo.

Com produção, roteiro e direção de Pepe Chaves, as reportagens e imagens em vídeo e fotografias que compõem este trabalho foram tomadas por Sandra Baptista e Wilner Forini, durante suas visitas à aldeia guarani.

A trilha sonora original inclui canções compostas e interpretadas por F.C. Perini, Daniela Starling, Fernando Chaves, Adilson Rodrigues, Pepe Chaves e Thelma Rosa, apresentando canções de diferenciados estilos que retratam temática indígena.

Além destes compositores, a trilha sonora inclui cânticos indígenas interpretados por corais de crianças e também adultos. Além disso, é feita uma mixagem em que um coral de curumins canta com acompanhamento de contrabaixo, guitarra e bateria.

"Um dos pontos bacanas desse trabalho é que ele não é puramente um documentário informativo, mas bastante musical e artístico. Foi um prazer dirigir e editar centenas de imagens maravilhosas desse povo que vive entre a montanha e o mar", afirmou o diretor e produtor Pepe Chaves.

- Para obter mais informações sobre esta produção, busque o canal da TV FANZINE em Via Fanzine.

- VISITE O CANAL DA TV FANZINE NO YOU TUBE
E ASSISTA OUTRAS PRODUÇÕES EXCLUSIVAS:
http://www.youtube.com/user/viafanzine

Produção: Pepe Chaves
© Copyright 2004-2012, Pepe Arte Viva Ltda.


- Produção e direção: Pepe Chaves
- Reportagens e imagens: Sandra Batista e Wilner Forini
- Trilha sonora original: F.C. Perini, Daniela Starling, Adilson Rodrigues, Fernando Chaves, Thelma Rosa e Pepe Chaves.
- Colaboração: Marco Elísio Silva

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Uma Prece Indígena

Junho de 2011, era a primeira vez que entrávamos na Aldeia... 
Chegamos sem conhecer ninguém... Dois indiozinhos brincaram com a gente, sem falar o português, até porquê, são pequenos e só falam o guarani.... Levados pelas crianças, acabamos por conhecer a família que nos acolheu como amigos, e lá, até hoje somos muito bem recebidos como membros da família. 
Quando olhei para a Pará (o nome dela significa Oceano), senti que já a conhecia desde sempre....
Apaixonada, encantada, surpresa e feliz... foi assim que sai da aldeia naquele dia, e nunca mais, conseguimos deixá-la...
Em homenagem a esse povo que tanto amamos...

Prece Indígena

sábado, 14 de julho de 2012

Falando do Projeto Horta na Oca...




"Nosso Senhor bem sabe que eu não suporto todas estas penas para acumular tesouros nem para descobri-los para mim; pois, quanto a mim, bem sei que tudo o que se faz neste mundo é vão, se não tiver sido feito para a honra e o serviço de Deus" (Trecho retirado do diário de Cristovão Colombo em sua terceira viagem. In.Las Casas, Historia,I,146)

Hummmmm... então... Lembram-se do nosso projeto Horta na Oca, onde fizemos uma proposta de criar algo que pudesse melhorar a qualidade de vida dos nossos amigos da Aldeia? Pois é, infelizmente não aconteceu como esperávamos...
Vamos explicar:
Quando expliquei às pessoas conhecidas sobre esse projeto, muitos se interessaram e se dispuseram a ajudar. Houve até um contato, que se mostrou tão interessada que chegou a me propor a criação de uma ONG a partir dessa ação, Horta na Oca!! Ah, ficamos todos muito felizes, tudo parecia um sonho! Recebi a promessa de que esse projeto seria cuidadosamente estudado, mas que com toda a certeza teria a aprovação dessa organização para a criação da Ong, que receberia incentivos não só para a realização da Horta Mãe, como também outras ações comunitárias para ajudar nossos amigos.... Porém deve haver muitos outros projetos tão importantes como o nosso também sendo estudados, mas acreditamos que um dia poderão nos ajudar!
Outras pessoas, também conhecidas, demonstraram  interesse em ajudar, contribuindo com sementes e até mesmo em ir à Aldeia ajudar na construção e plantio da Horta. Mas, São Paulo é uma cidade muito grande, e todos tem muito o que fazer, todos correm para resolver seus próprios problemas, e acabaram não tendo tempo para participar do nosso sonho.
Eu e o Wilner, embora com todas as dificuldades, não deixamos nosso sonho de lado. Compramos 130 pacotes de sementes, que custam por volta de R$1, e ainda levamos várias mudas de árvores e plantas para a aldeia, para iniciarmos nossa obra.  Porém diante da falta de recursos para irmos à Reserva com muita frequência e falta de recursos para comprarmos telas de proteção para cercar a horta, resolvemos começar como podíamos. Instruimos nossos amigos a semearem as sementes em recipiente adequado, para que as primeiras mudas fossem  produzidas. Assim eles fizeram, sem ter a supervisão necessária, para a realização da tarefa. 
Quando voltamos, tivemos uma grande decepção, pois as mudas, já germinadas foram totalmente destruídas por  formigas!!! Parece que esse pequeno animalzinho também queria se alimentar.....rsrsrsrsrsrs.... Contando, parece até engraçado, visto que também são expressões de vida, mas ficamos muito tristes, pois vimos nosso sonho ser "devorado", por esses bichinhos!
Perdemos todo o investimento para formação da nossa Horta tão sonhada...
Desistimos???? Não. Não desistimos e nem iremos desistir. Apenas teremos que pensar melhor em como continuar para que esse projeto possa se realizar.
Nossos amigos (indígenas), infelizmente, terão que esperar mais um pouquinho. Estão ansiosos por esse dia, assim como nós. 
Não perdemos a fé!  
Essa horta ainda há de existir, e dela sairão outras pequenas hortas para abastecer toda a Reserva, e nunca mais nossos amigos passarão necessidade com alimentação, e terão a dignidade de produzir seu próprio alimento, sem ter que depender de assistencialismos.
Se você que está lendo essa postagem, se sensibilizou e sentiu vontade de contribuir de alguma maneira, entre em contato conosco, nos escrevendo um email: peladignidadehumana@terapiasecursos.com.br

O sonho não acabou!!!
Beijos a todos
Sandra

Faz tempo...

Faz um tempinho que não tenho entrado aqui devido essa correria da cidade grande...
Por conta disso, tive que diminuir minhas idas a Aldeia...
Mas isso não significa que não desisti do nosso trabalho, muito pelo contrário, nesse tempo conheci alguém muito especial, que se apaixonou pelo projeto e cultura da nossa  Aldeia, e resolveu fazer um documentário a respeito, baseado em nossa experiência. Trata-se de Pepe Chaves, jornalista responsável pelo jornal on line Via Fanzine, um jornal original e verdadeiro, de Belo Horizonte-MG.
Pepe Chaves, desde que conheceu nosso trabalho, vem se empenhando com sinceridade em divulgá-lo, e se responsabilizou então pela produção de um documentário a respeito da Aldeia!
O documentário será lançado em 27 de julho desse ano, mas já podemos imaginar como ficará, assistindo ao trailler que ele já nos adiantou, com extrema competência. A trilha sonora foi exclusivamente criada para esse documentário!!!
Nossa, parece um sonho!
Espero vocês para assistirem  o trailler de Coração Guarani!!!


Parabéns, Pepe Chaves pela sua maravilhosa produção! Agradeço também ao Marcus Elisio, o Marquinho, da Associação Cepex, que tão gentilmente tem cedido espaço em seu site para divulgação do nosso trabalho.  O Marquinho, é uma pessoa muito especial, que também heroicamente, mantém uma obra social ensinando as crianças carentes de sua comunidade, a aprenderem melhor!

Beijos a todos!!!



sábado, 7 de janeiro de 2012

Projeto Horta na Oca






Somos um grupo de voluntários (www.peladignidadehumana.blogspot.com) e estamos com um projeto de criar um pomar e uma horta na reserva indígena Rio Silveira. Existem várias famílias que enfrentam muitas dificuldades materiais, por falta de emprego e condições necessárias para viverem entre os brancos. Crianças e idosos com problemas de desnutrição. Sendo assim, estamos construindo uma grande "horta-mãe", para a produção de alimentos que servirão à tribo e logo que estiver em condições, estará fornecendo sementes e mudas para a criação de novas hortas e assim suprir toda a aldeia.
Para a realização desse projeto, necessitamos de parceiros que contribuam com: sementes e mudas para a horta (verduras e legumes) e para o pomar (árvores frutíferas). Tela metálica para proteção (tela de galinheiro), adubo e afins. Conforme especificado no projeto abaixo.




 *Doações de roupas, calçados, brinquedos, utensílios domésticos, roupas de cama, colchões, etc, também são bem-vindas, visto que as necessidades da aldeia são constantes.








Reserva Rio Silveira:


A Reserva Indígena Guarani do Rio Silveira está localizada na Mata Atlântica e faz divisa com os municípios de Bertioga e São Sebastião. Situada na Região Sul do município no bairro de Boracéia, está  a 60 KM aproximadamente do Centro Histórico de São Sebastião.
Os índios tem como moradia pequenas ocas construídas em pau-a-pique coberta com palha e ou casas construídas com madeira da própria Aldeia, coberta com piaçava. A alvenaria, a madeira e a palha se misturam em sua construção, trazendo características indígenas bastante pronunciadas, e um pouco do conforto ocidental, como banheiros domiciliares para cada oca.
Os índígenas vivem economicamente do cultivo e comércio  de produtos agrícolas como o palmito, a pupunha; plantas ornamentais como orquídeas, bromélias e bastão do imperador e o artesanato indígena que é a base principal de sua atividade. Os produtos comercializados são responsáveis pelo desenvolvimento econômico da comunidade e a renda obtida com o comércio dos produtos, são investidos na complementação da renda das famílias envolvidas na produção. Não há produção de excedentes. Toda caça e doações recebidas, gentilmente são divididas entre todos os membros do grupo em partes iguais.

PROJETO HORTA NA OCA

Motivos e necessidades: 

Como se trata de um aldeia indígena não existe por lá, produção de excedentes, nem cultivo de alimentos que possam suprir as necessidades materiais da tribo. Pensando nessa lacuna, idealizamos um projeto inicial de uma "horta-mãe", onde plantaremos toda a diversidade de hortaliças para a produção de alimentos, assim também como um pomar para consumo interno. Posteriormente, serão retiradas mudas e sementes dessa "horta-mãe" para a  criação de novas hortas ao longo da aldeia para suprir as famílias habitantes.
Nessa horta serão plantadas mudas e semearemos sementes de: tomates, abóboras de vários tipos, quiabo, jiló, chuchu, mandioca, batata, cenoura, rabanete, beterraba, e verduras em geral.
Para o pomar: jaca, manga, abacate, lichia, fruta do conde, ameixa, melancia, maracujá, laranja, limão, tangerina, jabuticaba, pitanga, etc...

Recursos disponíveis:
  • Terreno para horta-mãe 10  X 25 m.
  • mão de obra local (os próprios moradores)

Material necessário:
  • tela metálica (tipo galinheiro) para  proteção
  • estrutura para a sustentação da tela
  • adubo
  • sementes e mudas (hortaliças e frutas)
  • orientação agrária
  • serviço voluntário

Objetivo:
  • Levar a aldeia a produzir  uma horta auto-sustentável, para suprir suas necessidades.

Contato:
Sandra
celular: (011) 8129-1471
email: peladignidadehumana@terapiasecursos.com.br

 Agradecemos a todos que nos visitam!!!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Os Maias - O Paraíso Destruído

A civilização Maia teve um desenvolvimento notável nas Artes, na Religião, na Escrita, na Astronomia, Arquitetura e na Matemática. Tiveram seu auge no período pré-colombiano, conhecendo a decadência após a conquista espanhola.

Logo estarei postando matérias sobre essa civilização fantástica que até hoje sobrevive através da resistência e de seus descendentes!
Sandra

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Antropólogo dos EUA vive entre índios maranhenses há mais de 50 anos

A maior e mais longa pesquisa sobre uma tribo indígena já realizada registrou desde os rituais até o comportamento sexual dos índios canelas.









Um americano, antropólogo, com quase 90 anos, é o responsável pelo maior e mais longo estudo sobre os índios canelas, do Maranhão. Ele registrou mais de 50 anos da vida na aldeia. Até o comportamento sexual dos índios foi pesquisado.
Nos passos da coreografia tribal, um homem branco de 87 anos usa bengala para dançar. Porque o herdeiro de uma das maiores fortunas da Califórnia largou tudo para viver entre os índios do Brasil? “Porque encontrei outra coisa melhor para fazer. Muito melhor. Sempre me dediquei a antropologia. Uma vez que encontrei a antropologia, não tinha outra coisa para fazer”, resume o antropólogo Bill Brocker.
Filho de banqueiro, ele abandonou os negócios da família nos EUA e foi estudar os índios canelas, uma etnia do grupo timbira, que vive na aldeia Escalvado, no município de Fernando Falcão, no centro sul do Maranhão.
Ele é provavelmente também o antropólogo mais idoso do mundo fazendo pesquisa de campo. A foto do índio Francisquinho Tephot foi tirada pelo próprio Bill em 1957, quando esteve no Brasil pela primeira vez. Francisquinho Tephot, que aparece na foto aos 18 anos, nunca tinha vista o um branco antes. Foi da estranheza a uma amizade que já dura 54 anos.
Anfitriões perfeitos, os índios canelas adoram receber. O visitante é adotado por uma família e recebe logo um nome indígena. A família de Bill é a mesma a mais de cinco décadas. A irmã indígena Dominga o recebeu em 1957 e cozinhou para ele.
Bill relata o primeiro almoço na aldeia: “Eu sentei no chão, porque só tinha esteira, mas não tinha colher nem garfo. Eu comi com os dedos, entre eles. Na mesma família”.

Hoje, sentado a mesa, comendo no prato e usando talheres, Bill faz das mudanças culturais da aldeia a base de uma impressionante pesquisa realizada com a ajuda dos índios.
Bill pediu a eles que escrevessem diários, que registrassem o que acontecia em volta. Os diários começaram 1964. “Comecei a escrever as coisas, tudo que passa pelo pátio, organização lá dentro da aldeia”, conta um índio. E continuam a ser feitos ate hoje.